Avaliação e Classificação de Risco: uma experiência no contexto de Plantão Psicológico
DOI:
https://doi.org/10.64827/riec.v8i1.518Resumo
A psicologia clínica surge no contexto de avaliação psicológica, associada quase que exclusivamente à psicoterapia, entretanto, é ampliada com a inserção dos psicólogos nas políticas públicas. Entre essas práticas, surge o plantão psicológico com o intuito de acolher emergências psicológicas e, quando necessário, realizar encaminhamento a outros serviços. Assim, este artigo visa relatar a experiência de um plantão psicológico na assistência estudantil de uma universidade pública, onde foi necessário realizar encaminhamentos para outros serviços, internos e externos, à universidade. As demandas de sofrimentos psíquicos graves aumentaram significativamente durante a pandemia da COVID-19, desse modo, utilizou-se a avaliação e classificação de risco para auxiliar nos atendimentos e encaminhamentos. Assim, após as supervisões dos casos, foi construído as seguintes orientações: verde (o cliente pode conseguir a resolução de sua demanda pelo próprio projeto), amarelo (o cliente necessita de acompanhamento psicológico, como psicoterapia ou outro acompanhamento) e vermelho (indica que o cliente necessita de atendimento imediato, devido a possibilidade de risco de vida). Dessa forma, a equipe constatou que as orientações auxiliam no manejo clínico, na escuta ampliada dos fenômenos apresentados e seu acompanhamento nos retornos, como também, nas orientações acerca dos encaminhamentos a redes de saúde mental dentro e fora da instituição.
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