Experiências de luto no contexto hospitalar na Abordagem Centrada na Pessoa
DOI:
https://doi.org/10.64827/riec.v8i1.445Keywords:
Carl Ransom Rogers; Luto; Morte; Perda; Terapia Centrada no ClienteAbstract
O ambiente hospitalar pode ser representado no campo fenomenológico de pacientes e familiares como algo ameaçador ao self, visto que pode se constituir de perdas concretas e simbólicas e de experiências de luto. Neste estudo, objetivou-se analisar teoricamente o luto e a prática da psicologia frente a essa demanda no contexto hospitalar à luz da Abordagem Centrada na Pessoa. Realizou-se uma Revisão Narrativa, com delineamento qualitativo, e utilizaram-se técnicas de leitura para organizar e articular os dados dispersos na literatura nacional e internacional sobre o tema. Os resultados evidenciaram que o papel da psicologia é facilitar e acompanhar a elaboração de luto, no qual as pessoas podem integrar e ressignificar perdas à existência, a partir de movimentos autorregulatórios e da tendência à autorrealização, considerando as singularidades das experiências de adoecimento e/ou morte. À medida que a pessoa enlutada simboliza conscientemente suas perdas, pode ampliar seu autoconceito e seu corpo-self, atribuindo novos significados às experiências. Conclui-se que as intervenções centradas na pessoa oferecem um clima psicológico seguro para que enlutados possam lidar com suas emoções relacionadas às perdas e simbolizar experiências que nem sempre são acolhidas ou legitimadas socialmente no contexto hospitalar.
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