Reflexões críticas sobre a colonialidade em Abordagem Centrada na Pessoa
DOI:
https://doi.org/10.64827/riec.v8i1.506Palavras-chave:
Abordagem Centrada na Pessoa; Colonialidade; Carl Rogers.Resumo
Uma vez que a psicologia brasileira precisa considerar a realidade histórico-social e o contexto cultural de existência que constituem nossas subjetividades, e como a colonialidade se configura como uma espécie de controle que se impõe sobre as relações intersubjetivas, de maneira enraizada, generalizada, cotidiana e prolongada, busco refletir criticamente sobre como essa colonialidade, tomando como parâmetro o contexto brasileiro, encontra-se presente não apenas na origem estadunidense da Abordagem Centrada na Pessoa, mas também em sua reprodução acrítica na contemporaneidade. Justifico essa reflexão pela necessidade em criar condições para um aprofundamento do legado de Rogers no Brasil, a partir de aspectos históricos e culturais identificados com a nossa realidade. Para isso, trato dos seguintes aspectos, articulados entre si, que caracterizam a maneira como a colonialidade se notabiliza no modo como Rogers articula suas ideias: abstração, generalização e naturalização. Em seguida, identifico, dentro da mesma obra rogeriana, indícios favoráveis para o rompimento com essa perspectiva colonial. E, por fim, esboço o que poderia ser entendida como uma ACP que dialogue efetivamente com a realidade brasileira contemporânea.
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